Atravessar a América Latina de bike: um sonho possível

Numa longa noite fria e chuvosa de 2009 em Paris, minha namorada teve uma ideia brilhante: usar a poupança de três anos de trabalho para tirar um ano de ferias e dar a volta a América Latina de bike. O plano dela era de sair do norte da Colômbia em Abril desse ano, atravessar os países andinos para chegar em Ushuaia para o Natal e depois atravessar a Argentina e o sul do Brasil para chegar em BH em Março ou Abril de 2011.
Depois de tentar convencer ela, em vão (!!), de trocar a viagem de bike por uma trip de escalada e andinismo, fui para Bogotá com uma bike e com a intenção de pedalar até Quito com a Coralie. Estava com um pouquinho de receio ao inicio, pensando nas longas horas que a gente ia ter que pedalar no sol em estradas monótonas e cheias de carros e caminhões. Depois de alguns dias, já estava totalmente encantado.



Descobri que andar de bike é o melhor jeito que existe de conhecer um país ou um continente. O ciclista anda a velocidade certa: andar a pé é bom mas é muito devagar para um continente do tamanho da América Latina ; de carro ou de ónibus, o viajante é um turista normal que não desperta a curiosidade dos habitantes, que observa as paisagens como se fosse um filme atrás dos vidros. De bicicleta, é possível andar até 100km por dia admirando com calma as paisagens com se elas fossem seu quintal.



Andamos um pouco mais de 1000 km entre Bogotá e Quito. Atravessamos matas tropicais virgens, duas Cordilleras (com subidas de 25 km até mais de 3000m de altitude!!), plantações de café e campos de arroz gigantes, o Rio Magdalena maior rio da Colômbia, o deserto de Tatacora, e chegamos no altiplano equatoriano a 3000m de altitude onde passamos entre vários volcões, lindas pirâmides brancas de até 6000m de altitude...







As paisagens foram muito lindas e variadas, e mesmo quando elas eram relativamente uniformes durante algumas horas, elas nunca eram monótonas porque de bicicleta é possível observar de perto os pássaros, as flores, a vegetação na beira da estrada, escutar a música que sai de quase todas as casas na Colômbia, e cada vez que tínhamos vontade parávamos para conversar com os moradores, pedir nosso caminho ou conversar sobre nossas vidas...





Um dia que estava chovendo, dois policias gente boa nos daram carona!



Cada vez que parávamos em algum vilarejo, depois de cinco minutos sempre algumas pessoas curiosas venham para conversar connosco, perguntar sobre nossa viagem, nossa cultura, nosso pais...

Acampando no meio de nada na Colômbia:



Paisagem do deserto de Tatacora:




Os povos colombianos e equatorianos são extremamente simpáticos e prestativos. Os motoristas são bem educados com os ciclistas, muito mais que no Brasil. Geralmente quando eles passavam a nosso lado eles falavam alguma palavra simpática, alguns ficavam conversando cinco minutos connosco andando devagarinho, outros nos davam um pouco de comida antes de enfrentar uma subida forte... Um dia andei com uma camisa da seleção, os motoristas de caminhão gritavam "Brasil!!" ou "Pelé!!".




A noite ficávamos em hotel (um hotel simples custa R$10 para duas pessoas na Colômbia ou no Equador!), ou pedíamos para um morador acampar no quintal. Geralmente eles não deixavam a gente acampar, eles insistiam para a gente dormir na casa deles!





Um dia no Equador a gente estava se preparando a acampar no quintal de uma família quando um indígena Quechua chegou e começou a conversar connosco. Depois de cinco minutos ele insistiu para a gente dormir na casa dele. Chegando a casa dele chegou a mãe da outra família reclamando, estava muito decepcionada porque a gente não ia dormir na casa dela!

Depois de conversar mais com o indígena descobrimos que ele era o representante do Equador nas Nações Unidas para estabelecer a declarações dos direitos indígenas no mundo! Ficamos a noite inteira conversando da riqueza da sociedade tradicional quechua e do mundo moderno que ameaça esse tesouro cultural... 


Coralie com Lola, a mulher do nosso anfitrião, muito simpática mas que quase não falava espanhol!





Outro dia na Colômbia a gente estava andando no meio do deserto de Tatacora a pé, observando os cactus em flor e as lindas formações geológicas, quando de repente três soldados colombianos chegaram correndo gritando:
"Vocês não podem ficar aqui! Os franceses vão atirar bombas! ", e depois,
"Vocês são franceses também? Que bom, estamos precisando de interprete, eles não falam nada de espanhol! "
Descobrimos que o exército francês estava justamente fazendo alguns testes de bombas super precisas naquele deserto para tentar vender elas ao exército colombiano. O exército francês ia atirar as bombas desde um outro lugar a 35 km de distancia e as bombas deviam chegar num lugar bem preciso no meio do deserto onde a gente estava andando... Um teste em ótimas condições de segurança então, sem nenhuma zona reservada...
Os três soldados colombianos nos levaram a dois soldados franceses que estavam no topo de um morrinho com um tenente colombiano para conferir se a bomba ia chegar no lugar certo com instrumentos de observação super modernos.

 Coralie com os soldados colombianos:



 
Os dois franceses estavam sem interprete e começamos a traduzir as perguntas e respostas para os Colombianos... Uma hora depois a bomba de 42 kg percorreu os 35 km em 40 segundos e chegou a 800 metros da meta, bem na nossa frente! Quase destruiu a única casinha do deserto!! E a gente estava a 2 km só do lugar de impacto... O contrato de venda falava de uma precisão de 50 metros!! Depois os franceses atiraram outras bombas que foram um pouco mais precisas, mas duvido que o exército francês conseguiu vender elas para o exercito colombiano! Melhor assim!


 Em San Agustin na Colômbia, descansamos alguns dias numa "casa de ciclista". Na América Latina existe uma rede de "casas de ciclistas", são casas de pessoas que já andaram de bicicleta pela América Latina e que recebem os ciclistas na casa deles sem cobrar nada. Os donos da casa de ciclistas de San Agustin são um casal de alemães super simpáticos que andaram de bike pela América Latina durante 7 anos e que finalmente se instalaram na Colômbia no lindo vilarejo de San Agustin... Até chegar nessa casa muito aconchegante, a gente se achava diferente e original... Mas na casa descobrimos que dezenas de Colombianos, Europeus, ou Norte-Americanos já tinham andado de bike muito mais tempo que nos! O recorde é de um alemão que viaja de bike há 48 anos pelo mundo e que simplesmente conheceu todos os países do planeta!!!

Descansando na casa de ciclistas:



Todos os ciclistas que passam por essa casa plantam uma árvore no quintal! Voltarei la daqui a alguns anos para ver minha árvore grande!!



Em Quito ficamos alguns dias na casa de uma ex-escaladora da Rokaz, Estefânia, moça ultra simpática, e a melhor anfitriã que um viajante pode sonhar... Visitamos com ela a linda cidade histórica de Quito e para coroar a viagem, decidimos escalar a linda pirâmide branca que domina a cidade: o Cotopaxi, (5897m), um dos volcões ativos mais altos do mundo.

O primeiro dia subimos até o refugio.





As 23:00 do mesmo dia, um grupo de Italianos acordou para tentar o cume de esqui. A gente curtiu nossa cama até muito mais tarde, quase uma hora da manhã! Quando saimos do refugio, todo mundo ja tinha saído há um bom tempo.
A escalada do Cotopaxi não é difícil, é uma caminhada que vai até o cume passando entre dezenas de gretas e gigantes paredes de gelo. Tivemos a sorte de subir com a lua cheia, foi fantástico... A gente andava bem rápido, parece que o treino de bicicleta foi mais eficiente para subir montanhas que para escalar paredões! Depois de duas horas de caminhada tínhamos passado os 20 andinistas que tinham saido do refugio antes da gente e comecei a fazer a trilha na neve fofa que tinha caído o dia anterior.


Chegamos ao cume no momento certo para ver o amanhecer. Momento único, inesqueciveí, nos dois no cume...









A alta montanha é um universo paralelo, onde a beleza surreal das paisagens e a intensidade dos momentos vividos compensam mil vezes o frio e a falta de oxigénio.



A cratera do volcão:








Na descida descobrimos de dia as paisagens que tinhamos atravessado de noite...
















Conclusão: andar de bike entre picos de escalada e montanhas, é isso a viagem perfeita!


Texto e fotos: Alexis

Open NorthFace Curitiba

A galera da Rokaz vai em peso para Curitiba prestigiar o campeonato de boulder da Campo Base.

O evento que já tem os maiores nomes do Brasil confirmados, além do famoso Daniel Woods contará também com 17 RokazManiacos de plantão.

Daniel Woods no boulder "time Lost" V15 - Magic Woods:


Confira a lista dos RokazManícacos:


Anne Lages Ouriques
Giulia Ouriques Macedo
Juan Lages Ouriques
Jean Lages Ouriques
Yan Lages Ouriques
Anderson Hofmam
Gustavo Veiga Olivé 
Patrícia Antunes Silva
Matheus Costa Pires
Evanguedes Kalaphotakis
Yan Kalaphotakis
Henrique Guatimosin Neto
Alexis Loireau
Cristhian Basques Fernandes
Gustavo Fontes
Ciro Gonçalves
Marylene Pires Lages

Dos Boulders Para as Vias

 foto Tomas grid

Uma semana depois de mandar um V13 Jean Ouriques volta as manchetes da escalada com a primeira ascensão da via "Maracatu" a qual ele sugeriu o grau de 10a.

A via que aumenta o rol de décimos do Cipó tem um crux forte até a segunda proteção que deve ser um V8 e depois mais 7 costuras compostas por movimentos alucinantes que pegam na resistência. A via já recebeu uma extensão de aproximadamente 15 metros em 7c, mas não deve alterar o grau geral da via.

Então que já tinha feito a rapa no Cipó, já tem novos negócios a tratar.

Tentativa de repetição da via "The Place of Happiness" na Pedra Riscada

Esse final de semana, Cabeça, Mister Bean, Sanzo e eu (Alexis) tentamos repetir uma via de big wall que foi aberta em 2009 e que já é famosa no Brasil inteiro por várias razões:

- A via foi aberta por uma forte equipe liderada por Stefan Glowacz, um alemão que é uma lenda da escalada, ele era um dos melhores escaladores e alpinistas do mundo nos anos 90, e aos 45 anos continua passeando nas vias tradicionais de décimo grau.
- Edemilson Padilha, fundador da Conquista Equipamentos , forte escalador e que tem no currículo o Cerro Torre na Patagónia. Ele fez algumas conferencias no ano passado pelo Brasil, apresentando a via como a via mais linda que já tinha escalado.
- A via é muito difícil, com enfiadas de nono grau a serem protegidas com móveis.
- Last but no least, a via é lindíssima, no paredão mais impressionante do Brasil na minha opinião, a Pedra Riscada! Só o nome da via, "the place of Happiness", da vontade de escalar!

No ano passado muita gente assistiu esse vídeo (da primeira ascensão) e ficou na pilha de repetir a via...


bigwall climbing in brazil | stefan glowacz & holger heuber from Franz Walter on Vimeo.


A nossa idéia era escalar na quinta-feira as nove primeiras enfiadas, na quinta a noite descer em rappel em diagonal  para dormir em um platô que fica um pouco a direita da linha da via, e continuar escalando o big wall até o cume na sexta...
Mas em qualquer aventura é a alta probabilidade de acontecer imprevistos... Nosso final de semana foi infelizmente um pouco diferente do esperado.

Saímos quarta a noite de BH pela estrada que vai para Vitória-ES, passamos um, dois, três, quatro, cinco acidentes. Essa estrada realmente merece o título de "estrada da morte". A gente estava andando devagar, o escalador geralmente prefere passar perrengue na rocha que na estrada...

As 4 da manhã paramos em um lugar onde simplesmente a estrada de chão se transformava num rio. Acordamos as 8 para tentar passar esse primeiro "crux". Descer um degrau de 50 cm para entrar no rio e andar 30 metros no rio com o carro!



Obviamente o carro afundou na areia fofa do leito do rio e perdemos duas horas para vencer esse trecho bem técnico e físico...



Chegamos as 11 da manhã na base do paredão: a expectativa era muito alta, não fomos decepcionados. Realmente é o paredão mais imponente e estético que já vi no Brasil.
A via tem 850 m de altura e passa na aresta amarela na direita do paredão.







Arrumamos os equipos e começamos a caminhada para chegar a base do paredão.







A primeira parte da via é positiva com 4 enfiadas de 4to e 5to grau.



A quinta enfiada já é um sétimo grau de positivo e depois começa a parte vertical e negativa do paredão. Nessa foto o Cabeça está guiando uma enfiada em 6c protegida com móveis:



E começou a escurecer... A gente tinha escalado 7 enfiadas ao lugar das 9 que a gente tinha previsto escalar... Descemos de rappel uma enfiada e subimos em diagonal a direita para passar a noite no plato.

A região da Pedra Riscada é isolada, selvagem e linda: da pedra riscada é possível observar uns vinte "Pãos de Açucar", e vários ainda são virgens...



Na sexta acordamos as 5:30 para começar a escalar cedinho e aproveitar bem o dia.

O lindo amanhecer:



O platô do bivaque:



O Mister Bean que começou a escalar a primeira enfiada do dia, um 8a/b de fenda. A fenda era muito fina, difícil de proteger com móveis, mas os conquistadores tinham colocado uma chapeleta a 3 metros da parada e uma outra a uns 10 metros. O Bean começou a escalar, chegou a primeira chapeleta rápido, depois a escalada ficou mais difícil. Ele conseguiu colocar três proteções precárias na fenda, mas chegando a segunda chapeleta, num lance muito delicado, ele perdeu o equilíbrio e vacou... A vaca me lembrou um pouco esses filmes de ação muito ruins que mostram quedas espetaculares de alpinistas só para dar muito medo a quem assiste (tipo "Limite vertical"...): as 3 proteções do Bean saíram uma depois da outra sem nenhuma resistência, e ele caiu até a chapeleta travar a queda num platôzinho 3 metros abaixo da parada... Era só ouvir o grito dele quando ele chegou no platô para entender que ele tinha machucado feio...

O Bean na fenda dois minutos antes de vacar:



Depois de cinco minutos, o Bean começou a falar conosco: o pé dele estava torcido, ele decidiu descer com o Sanzo. Depois de conversar bastante, decidimos continuar a escalada, pois parecia que o Bean ia conseguir descer sozinho com o Sanzo.

Comecei a guiar a enfiada com bastante apreensão depois da queda do Bean... A pedra que só um ou dois escaladores tinham escalado ainda era muito frágil. Quebraram várias agarras quando estava escalando. Mas depois de uma hora de luta estava no topo da enfiada, muito feliz...


A enfiada vista de cima da parada:



Fiz um pequeno vídeo no topo dessa enfiada, é difícil de entender o que eu falo mas vale a pena assistir para ver o visual:






Depois o Cabeça subiu a enfiada jumareando:



O lindo visual atrás...



Depois escalamos uma outra enfiada de fenda em 9a:



Cabeça na pressão, super motivado, sempre!



E a fenda acabou. Começou a parte mais esportiva da via, com várias enfiadas negativas de oitavo e nono grau protegidas com chapeletas bem afastadas uma da outra!
A escalada era muito linda, sobre um granito laranja sólido, numa aresta muito estética a 500 metros do chão...
Cabeça guiando uma enfiada em 8b/c:



O crux da via é uma enfiada em 9a com chapeletas a cada 6 metros em media... É provavelmente a enfiada mais linda da via também, na parte mais negativa do paredão, 60 metros de puro prazer de escalada... Uma foto que tirei no meio da enfiada:



Quando comecei a guiar essa enfiada já estava bastante cansado: meu treinamento para escalar a via foi basicamente pedalar muito, não é o mais eficiente!
Depois de tomar duas vacas já bastante impressionantes, consegui passar o crux, e pensei que a enfiada já estava terminando. Mas uma enfiada de 60 metros demora para acabar... Depois do crux veio um esticão de uns 8 metros de oitavo grau! Comecei a escalar sem muita expectativa de chegar a próxima chapeleta, pois já estava com os braços torados. Conquistei metro após metro, sem olhar para baixo o vazio impressionante, e focando na chapeleta que ficava um pouco mais perto a cada movimento...

Cheguei com bastante esforço a um metro da chapeleta e finalmente achei algumas agarras melhores. Nesse momento pensei que estava salvo, que ia conseguir alcançar a chapeleta, estava muito feliz, mas de repente surgiu um dos piores inimigos do escalador de paredão: a cãimbra!! Comecei a gritar, metade por causa da dor, outra metade por raiva, estava tão perto da chapeleta, mas tão longe agora! Consegui trocar de mão na agarra, descansei 10 segundos e apareceu uma cãimbra no outro braço. Tentei de trocar de mão de novo, mas a tentativa não deu certo... Olhei para abaixo desesperado, nem dava para ver a última chapeleta...

Gritei para o Cabeça: "Vazei!!".

O Cabeça não conseguiu acreditar, ele gritou: "Não! Vamos!" Mas já tinha partido para a maior vaca da minha vida... A corda demorou uma eternidade para esticar... Estava a 40 metros dele quando caí, a vaca demorou vários segundos, o Cabeça subiu 2 metros acima da parada quando a corda esticou e cheguei a duas costuras encima dele, numa parte da parede que felizmente era bem negativa, e não machuquei... A vaca foi de uns 20-25 metros, a 550 metros do chão!


Tentei subir de novo na corda mas as cãimbras voltaram mais fortes ainda... Nesse momento escutamos os gritos do Bean que estava sofrendo para descer a via de rappel, e depois de avaliar o péssimo estado geral do "team", tomamos a sabia decisão de descer. Nas montanhas, o maior segredo da longevidade do escalador é de saber renunciar no momento certo...

O Cabeça subiu a enfiada para limpa-lá:



Chegamos a base da parede quando estava escurecendo. Batalhamos uma hora e meia num mato fechado para voltar ao carro, onde dormimos.
No dia seguinte cedinho, arrumamos o material e voltamos para BH...





Agora nos quatro temos uma certeza absoluta: vamos esperar que o Bean recupere da luxação e voltaremos logo escalar até o cume essa via fantástica!

V13 para Jean Ouriques.

Este fim de semana Jean subiu novamente o seu grau e respectivamente o dos mineiros, como já havia feito anteriormente com o "Preguiça de sofrer" V11 FA (primeira ascenção) estabelecendo o segundo V11 do Brasil (2003) em Conceição  e  "Chiclete" V12 FA estabelecendo o segundo V12 do Brasil (2007) em Ouro Preto.

Foram três dias de trabalho e tentativas no boulder "Amnésia" V13, que teve sua primeira ascensão com Felipe Pikuira pouco tempo atrás, "O Amnésia é sem duvida o boulder mais díficil que já mandei" cita Pikuira em seu blog, e o cara tem outros dois V13 clássicos no caderninho.


Jean conta que mandou o boulder com o dedo anelar sangrando na ponta, já na oitava tentativa do dia. Está é a segunda ascenção, mas do jeito que anda Minas logo logo vão rolar mais... Já existe uma pequena lista de interessados no projeto, como Gustavo Fontes que mandou praticamente todos os boulders díficeis de Minas.

Outra boa notícia  é que o boulder foi totalmente filmado, da primeira tentativa até a cadena, e em breve teremos esse video disponível! As fotos foram feitas pelo nosso querido fotográfo Bruno Senna.



Curso de Auto-resgate em Escalada e Prevenção de Acidentes

Vai rolar pela segunda vez na Rokaz o PAARE (prevenção de acidentes e auto-resgate em escalada).

São 14 vagas, mas duas já estão reservas para os bombeiros e duas para a equipe Rokaz, as outras 10 são de quem se inscrever primeiro.  Para participar do curso é necessário já ter experiência em escalada em rocha.

As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de junho.


DATAS E HORÁRIOS: De 17 a 20 de junho de 2010. Quinta e sexta das 19h às 22h e sábado e domingo das 08h às 18h30. DURAÇÃO: 24 horas.


OBJETIVOS do CURSO: Desenvolver procedimentos de escalada segura, atualizar técnicas, promover a prevenção de acidentes, praticar meios de fortuna e auto-resgate.


PRÉ-REQUISITOS: Praticante do montanhismo com conhecimento das técnicas de escalada em rocha. O nível de experiência do participante na escalada em rocha não é pré-requisito.


VALOR DO INVESTIMENTO: R$ 300,00 para clientes da Academia Rokaz e federados à FEMEMG e R$ 330,00 para demais interessados, sendo 50% de sinal a vista na inscrição, para reservar a vaga, e o restante com possibilidade de pagamento para 30 dias (via cheque), após a data da capacitação. Os depósitos podem ser feitos nas contas: Banco do Brasil, Ag 1518-0 – C/C 9531-1 (Simone G. Rodrigues) ou Itaú, Ag. 2774 – C/C 22142-4 (Ronaldo Franzen). Favor avisar por e-mail.


O QUE INCLUI: Instrução, materiais coletivos para aulas práticas, apostila, seguro de acidentes pessoais e atestado de participação.
O QUE NÃO INCLUI: Transporte, alimentação, hospedagem e equipamento individual.

Campeonato de Boulder

Dia 12 de junho quem quiser colocar o amor a prova, por campeonatos é claro, a dica é o Open que vai rolar em Curitiba. O campeonato vai ser realizado pela Campo Base, tem patrocínio da The North Face e presença garantida do famoso escalador norte americano Daniel Woods (V16 no curriculo, valeu!).

A galera da Rokaz já está se mobilizando para partir em grupo, já são mais de 10 rokazmaniacos comfirmados e está só aumentando.
O campeonato vai rolar no seguinte formato: 32 boulders no estilo festival, classificados em fácil, médio, difícil e super difícil, posteriormente serão somados os 10 boulders mais difíceis de cada um para selecionar os 10 escaladores que vão para os 3 boulders da final.

Divinópolis

Aproveitando o embalo dos encontros aqui vai outra dica:



Algumas vias da região:

Serra Calçada

1- Tyson vai à luta --- 6º
2- Independência ou morte --- 6ºsup
3- ???
4- Frango maldito (fenda) --- 5º
5- Divorcio consensual --- 6º
6- Petty fler --- 6º
7- Do Peixe (quina) --- 6º
8- Curiango --- 7ºA
9- Salamandra (projeto) ---?

Laje

1- Demorô --- 5°
2- ???
3- Menina moça --- 6ºsup
4- Aderência --- 6ºsup
5- Via do morcego ---7ºA
6- Só meu --- 6ºsup
7- Dedos ralados --- 7ºC
8- Juramento de um escalador (chaminé) --- 7ºA
9- Falta de ética --- 8ºA
10- ??? (barriga) --- 7ºA
11- ??? (projeto)
12- Oito perdido --- 8ºA
13- ??? (projeto)

Pedreira Milho Branco

1- Queda de braço --- 6ºsup
2- Feliz aniversário --- 7ºA
3- ??? (do Peixe) --- 6ºsup
4- Chuva de meteoro --- 6ºsup
5- Calcanhar de Aquiles --- 7ºA
6- Três é bom quatro é demais --- 7ºA
7- Cruz --- 7ºA
8- Face reta --- 6ºsup
9- Fígado acebolado --- 6ºsup

Pedreira do Bela Vista


1- Caladinha da noite --- 4º
2- Porco espinho --- 5ºsup
3- Canelinha --- 6ºA
4- Pan --- 5º
5- 666 tapa na oreia --- 6º
6- Dos contra --- 6ºB
7- Barriga ---?
8- ??? (do Peixe 01) --- 5º
9- ??? (do Peixe 02) --- 5º

Climb Araxá 2010 - de 3 a 6 de Junho

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a comunidade de escaladores de Araxá decidiu unir-se mais uma vez  e organizar outro encontro gratuito de escalada na Serra da Bocaina, dessa vez sob forma de um Festival com várias atrações: palestras, música, gincanas com premiação, exibição de fotos e vídeos, festa de confraternização, e principalmente, a colocação de placas informativas e educativas no local com o objetivo de promover a segurança no esporte, e a harmonia com a fauna e flora locais.

O pico da Bocaina já foi tema aqui no blog dê uma olhada: http://rokazblog.blogspot.com/2009/11/escalada-na-serra-da-bocaina.html

Serão apresentados 3 novos setores, e  lançados vários desafios de primeira ascenção com premiação! O pico já conta com aproximadamente 70 vias esportivas e 20 tradicionais com graus entre 4º a 9c, sem contar os projetos de décimo. A maior parte das vias é de 6o a 8 grau. É realmente um excelente campo-escola.

Recomendamos a via Scale Burr (7C), uma clássica via de 50m de 22 costuras, com visual incrível da serra e da cidade de Araxá. Quem der sorte, ainda pode ver os paragliders sobrevoando bem de perto.

Vai rolar um camping (do Sílvio) com banho quente por 5 reais ( !!) , há 10 km da base das vias. Ele vai preparar uma refeição caseira e muito bem servida por 8 reais ( !!!). Vai estar tudo bem sinalizado.

Para fazer o download  do croqui das vias e do mapa de acesso ao pico e ao Bar do Sílvio (camping), acesse:
http://www.escaladabrasil.com/osite/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=47&page=10

Dobradinha de V11 terça a noite

E o Gustavinho mandou mais dois V11, mas não foi o Veiga, desta vez foi o Fontes.

Ontem a noite o boulderista mor, monitor da Rokaz e treinador, Gustavo Fontes repetiu o "Motricidade Fina" e mandou a pendência "Potencial de Ação", ambos em Sabará na Pedra Rachada.
Gustavinho tem a meta de completar 1000 boulders neste ano de 2010, e pelo visto vai dar pé.

E por falar em projetos difíceis, domingão após o Rokaz na Rocha o Jean partiu para a segunda investida no boulder "Amnésia" V13. A primeira ascenção foi realizada pelo Felipe Pikuira a  pouco tempo e a porteira está aberta para a segunda ascenção.
No segundo dia de trabalho Jean caiu tocando a penúltima agarra antes do agarrão final.

Pikuira no Amnésia V13:

V 12

Nosso querido Gustavinho Veiga subiu de level este fim de semana durante o Rokaz na Rocha.

O rokazmaniaco que está na Rokaz desde antes na inauguração (isso mesmo, ele também ajudou na construção) mandou um dos boulders mais clássicos de Minas, o durrisimo "Projeto Sabará" em apenas 3 horas de trabalho.

Gustavinho que está em ótima fase, está colhendo os frutos do treino dedicado e continuo, tanto em vias quanto em boulders. Parabéns Man!

Na foto Jean no "Projeto Sabará" V 12:

Rokaz na Rocha!

 Neste domingão vai rolar mais uma edição do Rokaz na Rocha. 


Desta vez a galera está se juntando para ir escalar os boulders da Pedra Rachada em Sabará. O Pico é o mais próximo de Bh e conta com uma enorme quantidade de boulders de graus variados.

Além das escaladas, a turma vai se juntar para fazer uma manutenção e abertura de trilhas de ascesso aos blocos.

Como sempre a Rokaz vai colocar a disposição 2 a 3 monitores para indicar os boulders, passar os betas e dar a vibe, barba, bigode e cabelo.

Enton... Domingo 9 horas na porta da Rokaz.
E se você quer dar carona ou pegar uma caroninha, dê seu nome na recepção que a gente organiza a galera.

foto Eliseu Frechou

The Insiders

A Big Up productions, que tem no currículo filmes como "Dosage" e "King Line", acabou de liberar um curta só de escalada indoor. O filme tem uma trilha sonora bacana e vários lances irados, vale a pena conferir!


SPORT TV na ROKAZ

 O mais famoso canal de esporte do Brasil descobriu a Rokaz como muitos rokazmaniacos, pela internet o pessoal achou nosso blog e pirou nos eventos que nós organizamos, baixando lá do Rio para gravar a nossa querida gincana.
Dê uma ollhada na matéria que foi ao ar em fim de semana no programa Zona de Impacto: Sport tv

Rokaz Trip France 2010

A turma que vai com a Rokaz para a França está oficialmete definida, ao todo seremos 10 Rokazmaníacos curtindo o verão europeu em alto estilo, alto e baixo na verdade já que vamos escalar montanhas e boulders.

Se você não conseguiu garantir a sua vaga o negócio é planejar para o ano que vem...

A trip deste ano vai contar com 3 guias e vai ser totalmente registrada pelo fotógrafo Bruno Senna. Além das belissimas fotos que o Bruno sempre tira, este ano ele também vai ser responsável pela filmagem.

Então aguardem pois o material resultante da viagem vai ser incrível!

Mais Segurança

A Rokaz sempre foi muito empenhada na boa execução da segurança na escalada e em criar e aprimorar os sistemas de controle para tornar a escalada cada vez mais segura para todos.

Com isso em mente nós estamos implantando uma versão aprimorada da nossa política de segurança para escaladas guiadas.

Algumas providências que foram tomadas:
  • Foram retiradas todas as primeiras costuras da academia e disponibilizados stick clips para o escalador sair com a segunda costurada.  Agora é obrigatório.
  • Todos posicionamentos de costura, tamanho das costuras e linhas das vias foram reavaliados e alteramos a linha de uma via e duas costuras como resultado do trabalho.
  • As agarras para costurar das 3 primeiras proteções da via sempre serão agarrões, levando em consideração o grau da via, afinal um agarrão de um décimo é bem diferente de um no sexto grau.

Fica expressamente proibida a utilização dos seguintes equipamentos:

  • Corda de milimetragem  inferior a 10 mm, para realizar a segurança com Grigri.
  • Cadeirinha com data de validade vencida, na maioria dos modelos a validade é de 3 a 5 anos com ou sem utilização.
  • Cordas, cadeirinhas ou mosquetões que apresentem sinais de desgaste excessivo.

Confira os erros que você não deve cometer para não colocar a segurança do seu parceiro em risco e nem tomar um puxão de orelha do monitor!


Todos os itens abaixo são considerados falhas de segurança.

  • Falta de atenção com o escalador guia, conversar com terceiros durante a segurança.
  • Excesso de corda liberada para costurar e barriga de corda.
  • Dar segurança afastado da base da via.
  • Segurar o Grigri com a mão esquerda.
  • Segurar a trava do Grigri fora do período em que o guia está costurando.
  • Saltar costuras.
  • Iniciar a escalada sem a primeira costura clipada do chão.


O monitor notificará o escalador ao perceber qualquer falha na segurança, e caso aconteça uma segunda falha de segurança no mesmo dia, o escalador ficará suspenso durante uma semana da escalada guiada e terá que fazer um novo teste de segurança antes de voltar a guiar.
No caso de reincidência após este período o escalador ficará um mês suspenso e terá que passar por um curso gratuito de reciclagem para realizar um novo teste. 

Esperamos a compreensão de todos para que possamos evitar acidentes e tornar nosso esporte cada vez mais seguro.