Uma semana depois de mandar um V13 Jean Ouriques volta as manchetes da escalada com a primeira ascensão da via "Maracatu" a qual ele sugeriu o grau de 10a.
A via que aumenta o rol de décimos do Cipó tem um crux forte até a segunda proteção que deve ser um V8 e depois mais 7 costuras compostas por movimentos alucinantes que pegam na resistência. A via já recebeu uma extensão de aproximadamente 15 metros em 7c, mas não deve alterar o grau geral da via.
Então que já tinha feito a rapa no Cipó, já tem novos negócios a tratar.
Esse final de semana, Cabeça, Mister Bean, Sanzo e eu (Alexis) tentamos repetir uma via de big wall que foi aberta em 2009 e que já é famosa no Brasil inteiro por várias razões:
- A via foi aberta por uma forte equipe liderada por Stefan Glowacz, um alemão que é uma lenda da escalada, ele era um dos melhores escaladores e alpinistas do mundo nos anos 90, e aos 45 anos continua passeando nas vias tradicionais de décimo grau.
- Edemilson Padilha, fundador da Conquista Equipamentos , forte escalador e que tem no currículo o Cerro Torre na Patagónia. Ele fez algumas conferencias no ano passado pelo Brasil, apresentando a via como a via mais linda que já tinha escalado.
- A via é muito difícil, com enfiadas de nono grau a serem protegidas com móveis.
- Last but no least, a via é lindíssima, no paredão mais impressionante do Brasil na minha opinião, a Pedra Riscada! Só o nome da via, "the place of Happiness", da vontade de escalar!
No ano passado muita gente assistiu esse vídeo (da primeira ascensão) e ficou na pilha de repetir a via...
A nossa idéia era escalar na quinta-feira as nove primeiras enfiadas, na quinta a noite descer em rappel em diagonal para dormir em um platô que fica um pouco a direita da linha da via, e continuar escalando o big wall até o cume na sexta...
Mas em qualquer aventura é a alta probabilidade de acontecer imprevistos... Nosso final de semana foi infelizmente um pouco diferente do esperado.
Saímos quarta a noite de BH pela estrada que vai para Vitória-ES, passamos um, dois, três, quatro, cinco acidentes. Essa estrada realmente merece o título de "estrada da morte". A gente estava andando devagar, o escalador geralmente prefere passar perrengue na rocha que na estrada...
As 4 da manhã paramos em um lugar onde simplesmente a estrada de chão se transformava num rio. Acordamos as 8 para tentar passar esse primeiro "crux". Descer um degrau de 50 cm para entrar no rio e andar 30 metros no rio com o carro!
Obviamente o carro afundou na areia fofa do leito do rio e perdemos duas horas para vencer esse trecho bem técnico e físico...
Chegamos as 11 da manhã na base do paredão: a expectativa era muito alta, não fomos decepcionados. Realmente é o paredão mais imponente e estético que já vi no Brasil.
A via tem 850 m de altura e passa na aresta amarela na direita do paredão.
Arrumamos os equipos e começamos a caminhada para chegar a base do paredão.
A primeira parte da via é positiva com 4 enfiadas de 4to e 5to grau.
A quinta enfiada já é um sétimo grau de positivo e depois começa a parte vertical e negativa do paredão. Nessa foto o Cabeça está guiando uma enfiada em 6c protegida com móveis:
E começou a escurecer... A gente tinha escalado 7 enfiadas ao lugar das 9 que a gente tinha previsto escalar... Descemos de rappel uma enfiada e subimos em diagonal a direita para passar a noite no plato.
A região da Pedra Riscada é isolada, selvagem e linda: da pedra riscada é possível observar uns vinte "Pãos de Açucar", e vários ainda são virgens...
Na sexta acordamos as 5:30 para começar a escalar cedinho e aproveitar bem o dia.
O lindo amanhecer:
O platô do bivaque:
O Mister Bean que começou a escalar a primeira enfiada do dia, um 8a/b de fenda. A fenda era muito fina, difícil de proteger com móveis, mas os conquistadores tinham colocado uma chapeleta a 3 metros da parada e uma outra a uns 10 metros. O Bean começou a escalar, chegou a primeira chapeleta rápido, depois a escalada ficou mais difícil. Ele conseguiu colocar três proteções precárias na fenda, mas chegando a segunda chapeleta, num lance muito delicado, ele perdeu o equilíbrio e vacou... A vaca me lembrou um pouco esses filmes de ação muito ruins que mostram quedas espetaculares de alpinistas só para dar muito medo a quem assiste (tipo "Limite vertical"...): as 3 proteções do Bean saíram uma depois da outra sem nenhuma resistência, e ele caiu até a chapeleta travar a queda num platôzinho 3 metros abaixo da parada... Era só ouvir o grito dele quando ele chegou no platô para entender que ele tinha machucado feio...
O Bean na fenda dois minutos antes de vacar:
Depois de cinco minutos, o Bean começou a falar conosco: o pé dele estava torcido, ele decidiu descer com o Sanzo. Depois de conversar bastante, decidimos continuar a escalada, pois parecia que o Bean ia conseguir descer sozinho com o Sanzo.
Comecei a guiar a enfiada com bastante apreensão depois da queda do Bean... A pedra que só um ou dois escaladores tinham escalado ainda era muito frágil. Quebraram várias agarras quando estava escalando. Mas depois de uma hora de luta estava no topo da enfiada, muito feliz...
A enfiada vista de cima da parada:
Fiz um pequeno vídeo no topo dessa enfiada, é difícil de entender o que eu falo mas vale a pena assistir para ver o visual:
Depois o Cabeça subiu a enfiada jumareando:
O lindo visual atrás...
Depois escalamos uma outra enfiada de fenda em 9a:
Cabeça na pressão, super motivado, sempre!
E a fenda acabou. Começou a parte mais esportiva da via, com várias enfiadas negativas de oitavo e nono grau protegidas com chapeletas bem afastadas uma da outra!
A escalada era muito linda, sobre um granito laranja sólido, numa aresta muito estética a 500 metros do chão...
Cabeça guiando uma enfiada em 8b/c:
O crux da via é uma enfiada em 9a com chapeletas a cada 6 metros em media... É provavelmente a enfiada mais linda da via também, na parte mais negativa do paredão, 60 metros de puro prazer de escalada... Uma foto que tirei no meio da enfiada:
Quando comecei a guiar essa enfiada já estava bastante cansado: meu treinamento para escalar a via foi basicamente pedalar muito, não é o mais eficiente!
Depois de tomar duas vacas já bastante impressionantes, consegui passar o crux, e pensei que a enfiada já estava terminando. Mas uma enfiada de 60 metros demora para acabar... Depois do crux veio um esticão de uns 8 metros de oitavo grau! Comecei a escalar sem muita expectativa de chegar a próxima chapeleta, pois já estava com os braços torados. Conquistei metro após metro, sem olhar para baixo o vazio impressionante, e focando na chapeleta que ficava um pouco mais perto a cada movimento...
Cheguei com bastante esforço a um metro da chapeleta e finalmente achei algumas agarras melhores. Nesse momento pensei que estava salvo, que ia conseguir alcançar a chapeleta, estava muito feliz, mas de repente surgiu um dos piores inimigos do escalador de paredão: a cãimbra!! Comecei a gritar, metade por causa da dor, outra metade por raiva, estava tão perto da chapeleta, mas tão longe agora! Consegui trocar de mão na agarra, descansei 10 segundos e apareceu uma cãimbra no outro braço. Tentei de trocar de mão de novo, mas a tentativa não deu certo... Olhei para abaixo desesperado, nem dava para ver a última chapeleta...
Gritei para o Cabeça: "Vazei!!".
O Cabeça não conseguiu acreditar, ele gritou: "Não! Vamos!" Mas já tinha partido para a maior vaca da minha vida... A corda demorou uma eternidade para esticar... Estava a 40 metros dele quando caí, a vaca demorou vários segundos, o Cabeça subiu 2 metros acima da parada quando a corda esticou e cheguei a duas costuras encima dele, numa parte da parede que felizmente era bem negativa, e não machuquei... A vaca foi de uns 20-25 metros, a 550 metros do chão!
Tentei subir de novo na corda mas as cãimbras voltaram mais fortes ainda... Nesse momento escutamos os gritos do Bean que estava sofrendo para descer a via de rappel, e depois de avaliar o péssimo estado geral do "team", tomamos a sabia decisão de descer. Nas montanhas, o maior segredo da longevidade do escalador é de saber renunciar no momento certo...
O Cabeça subiu a enfiada para limpa-lá:
Chegamos a base da parede quando estava escurecendo. Batalhamos uma hora e meia num mato fechado para voltar ao carro, onde dormimos.
No dia seguinte cedinho, arrumamos o material e voltamos para BH...
Agora nos quatro temos uma certeza absoluta: vamos esperar que o Bean recupere da luxação e voltaremos logo escalar até o cume essa via fantástica!
Este fim de semana Jean subiu novamente o seu grau e respectivamente o dos mineiros, como já havia feito anteriormente com o "Preguiça de sofrer" V11 FA (primeira ascenção) estabelecendo o segundo V11 do Brasil (2003) em Conceição e "Chiclete" V12 FA estabelecendo o segundo V12 do Brasil (2007) em Ouro Preto.
Foram três dias de trabalho e tentativas no boulder "Amnésia" V13, que teve sua primeira ascensão com Felipe Pikuira pouco tempo atrás, "O Amnésia é sem duvida o boulder mais díficil que já mandei" cita Pikuira em seu blog, e o cara tem outros dois V13 clássicos no caderninho.
Jean conta que mandou o boulder com o dedo anelar sangrando na ponta, já na oitava tentativa do dia. Está é a segunda ascenção, mas do jeito que anda Minas logo logo vão rolar mais... Já existe uma pequena lista de interessados no projeto, como Gustavo Fontes que mandou praticamente todos os boulders díficeis de Minas.
Outra boa notícia é que o boulder foi totalmente filmado, da primeira tentativa até a cadena, e em breve teremos esse video disponível! As fotos foram feitas pelo nosso querido fotográfo Bruno Senna.
Vai rolar pela segunda vez na Rokaz o PAARE (prevenção de acidentes e auto-resgate em escalada).
São 14 vagas, mas duas já estão reservas para os bombeiros e duas para a equipe Rokaz, as outras 10 são de quem se inscrever primeiro. Para participar do curso é necessário já ter experiência em escalada em rocha.
As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de junho.
DATAS E HORÁRIOS: De 17 a 20 de junho de 2010. Quinta e sexta das 19h às 22h e sábado e domingo das 08h às 18h30. DURAÇÃO: 24 horas.
OBJETIVOS do CURSO: Desenvolver procedimentos de escalada segura, atualizar técnicas, promover a prevenção de acidentes, praticar meios de fortuna e auto-resgate.
PRÉ-REQUISITOS: Praticante do montanhismo com conhecimento das técnicas de escalada em rocha. O nível de experiência do participante na escalada em rocha não é pré-requisito.
VALOR DO INVESTIMENTO: R$ 300,00 para clientes da Academia Rokaz e federados à FEMEMG e R$ 330,00 para demais interessados, sendo 50% de sinal a vista na inscrição, para reservar a vaga, e o restante com possibilidade de pagamento para 30 dias (via cheque), após a data da capacitação. Os depósitos podem ser feitos nas contas: Banco do Brasil, Ag 1518-0 – C/C 9531-1 (Simone G. Rodrigues) ou Itaú, Ag. 2774 – C/C 22142-4 (Ronaldo Franzen). Favor avisar por e-mail.
O QUE INCLUI: Instrução, materiais coletivos para aulas práticas, apostila, seguro de acidentes pessoais e atestado de participação.
O QUE NÃO INCLUI: Transporte, alimentação, hospedagem e equipamento individual.
Dia 12 de junho quem quiser colocar o amor a prova, por campeonatos é claro, a dica é o Open que vai rolar em Curitiba. O campeonato vai ser realizado pela Campo Base, tem patrocínio da The North Face e presença garantida do famoso escalador norte americano Daniel Woods (V16 no curriculo, valeu!).
A galera da Rokaz já está se mobilizando para partir em grupo, já são mais de 10 rokazmaniacos comfirmados e está só aumentando.
O campeonato vai rolar no seguinte formato: 32 boulders no estilo festival, classificados em fácil, médio, difícil e super difícil, posteriormente serão somados os 10 boulders mais difíceis de cada um para selecionar os 10 escaladores que vão para os 3 boulders da final.
Aproveitando o embalo dos encontros aqui vai outra dica:
Algumas vias da região:
Serra Calçada
1- Tyson vai à luta --- 6º
2- Independência ou morte --- 6ºsup
3- ???
4- Frango maldito (fenda) --- 5º
5- Divorcio consensual --- 6º
6- Petty fler --- 6º
7- Do Peixe (quina) --- 6º
8- Curiango --- 7ºA
9- Salamandra (projeto) ---?
Laje
1- Demorô --- 5°
2- ???
3- Menina moça --- 6ºsup
4- Aderência --- 6ºsup
5- Via do morcego ---7ºA
6- Só meu --- 6ºsup
7- Dedos ralados --- 7ºC
8- Juramento de um escalador (chaminé) --- 7ºA
9- Falta de ética --- 8ºA
10- ??? (barriga) --- 7ºA
11- ??? (projeto)
12- Oito perdido --- 8ºA
13- ??? (projeto)
Pedreira Milho Branco
1- Queda de braço --- 6ºsup
2- Feliz aniversário --- 7ºA
3- ??? (do Peixe) --- 6ºsup
4- Chuva de meteoro --- 6ºsup
5- Calcanhar de Aquiles --- 7ºA
6- Três é bom quatro é demais --- 7ºA
7- Cruz --- 7ºA
8- Face reta --- 6ºsup
9- Fígado acebolado --- 6ºsup
Pedreira do Bela Vista
1- Caladinha da noite --- 4º
2- Porco espinho --- 5ºsup
3- Canelinha --- 6ºA
4- Pan --- 5º
5- 666 tapa na oreia --- 6º
6- Dos contra --- 6ºB
7- Barriga ---?
8- ??? (do Peixe 01) --- 5º
9- ??? (do Peixe 02) --- 5º
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a comunidade de escaladores de Araxá decidiu unir-se mais uma vez e organizar outro encontro gratuito de escalada na Serra da Bocaina, dessa vez sob forma de um Festival com várias atrações: palestras, música, gincanas com premiação, exibição de fotos e vídeos, festa de confraternização, e principalmente, a colocação de placas informativas e educativas no local com o objetivo de promover a segurança no esporte, e a harmonia com a fauna e flora locais.
Serão apresentados 3 novos setores, e lançados vários desafios de primeira ascenção com premiação! O pico já conta com aproximadamente 70 vias esportivas e 20 tradicionais com graus entre 4º a 9c, sem contar os projetos de décimo. A maior parte das vias é de 6o a 8 grau. É realmente um excelente campo-escola.
Recomendamos a via Scale Burr (7C), uma clássica via de 50m de 22 costuras, com visual incrível da serra e da cidade de Araxá. Quem der sorte, ainda pode ver os paragliders sobrevoando bem de perto.
Vai rolar um camping (do Sílvio) com banho quente por 5 reais ( !!) , há 10 km da base das vias. Ele vai preparar uma refeição caseira e muito bem servida por 8 reais ( !!!). Vai estar tudo bem sinalizado.
E o Gustavinho mandou mais dois V11, mas não foi o Veiga, desta vez foi o Fontes.
Ontem a noite o boulderista mor, monitor da Rokaz e treinador, Gustavo Fontes repetiu o "Motricidade Fina" e mandou a pendência "Potencial de Ação", ambos em Sabará na Pedra Rachada.
Gustavinho tem a meta de completar 1000 boulders neste ano de 2010, e pelo visto vai dar pé.
E por falar em projetos difíceis, domingão após o Rokaz na Rocha o Jean partiu para a segunda investida no boulder "Amnésia" V13. A primeira ascenção foi realizada pelo Felipe Pikuira a pouco tempo e a porteira está aberta para a segunda ascenção.
No segundo dia de trabalho Jean caiu tocando a penúltima agarra antes do agarrão final.
Nosso querido Gustavinho Veiga subiu de level este fim de semana durante o Rokaz na Rocha.
O rokazmaniaco que está na Rokaz desde antes na inauguração (isso mesmo, ele também ajudou na construção) mandou um dos boulders mais clássicos de Minas, o durrisimo "Projeto Sabará" em apenas 3 horas de trabalho.
Gustavinho que está em ótima fase, está colhendo os frutos do treino dedicado e continuo, tanto em vias quanto em boulders. Parabéns Man!
Neste domingão vai rolar mais uma edição do Rokaz na Rocha.
Desta vez a galera está se juntando para ir escalar os boulders da Pedra Rachada em Sabará. O Pico é o mais próximo de Bh e conta com uma enorme quantidade de boulders de graus variados.
Além das escaladas, a turma vai se juntar para fazer uma manutenção e abertura de trilhas de ascesso aos blocos.
Como sempre a Rokaz vai colocar a disposição 2 a 3 monitores para indicar os boulders, passar os betas e dar a vibe, barba, bigode e cabelo.
Enton... Domingo 9 horas na porta da Rokaz.
E se você quer dar carona ou pegar uma caroninha, dê seu nome na recepção que a gente organiza a galera.
A Big Up productions, que tem no currículo filmes como "Dosage" e "King Line", acabou de liberar um curta só de escalada indoor. O filme tem uma trilha sonora bacana e vários lances irados, vale a pena conferir!
O mais famoso canal de esporte do Brasil descobriu a Rokaz como muitos rokazmaniacos, pela internet o pessoal achou nosso blog e pirou nos eventos que nós organizamos, baixando lá do Rio para gravar a nossa querida gincana.
Dê uma ollhada na matéria que foi ao ar em fim de semana no programa Zona de Impacto: Sport tv
A turma que vai com a Rokaz para a França está oficialmete definida, ao todo seremos 10 Rokazmaníacos curtindo o verão europeu em alto estilo, alto e baixo na verdade já que vamos escalar montanhas e boulders.
Se você não conseguiu garantir a sua vaga o negócio é planejar para o ano que vem...
A trip deste ano vai contar com 3 guias e vai ser totalmente registrada pelo fotógrafo Bruno Senna. Além das belissimas fotos que o Bruno sempre tira, este ano ele também vai ser responsável pela filmagem.
Então aguardem pois o material resultante da viagem vai ser incrível!
A Rokaz sempre foi muito empenhada na boa execução da segurança na escalada e em criar e aprimorar os sistemas de controle para tornar a escalada cada vez mais segura para todos.
Com isso em mente nós estamos implantando uma versão aprimorada da nossa política de segurança para escaladas guiadas.
Algumas providências que foram tomadas:
Foram retiradas todas as primeiras costuras da academia e disponibilizados stick clips para o escalador sair com a segunda costurada. Agora é obrigatório.
Todos posicionamentos de costura, tamanho das costuras e linhas das vias foram reavaliados e alteramos a linha de uma via e duas costuras como resultado do trabalho.
As agarras para costurar das 3 primeiras proteções da via sempre serão agarrões, levando em consideração o grau da via, afinal um agarrão de um décimo é bem diferente de um no sexto grau.
Fica expressamente proibida a utilização dos seguintes equipamentos:
Corda de milimetragem inferior a 10 mm, para realizar a segurança com Grigri.
Cadeirinha com data de validade vencida, na maioria dos modelos a validade é de 3 a 5 anos com ou sem utilização.
Cordas, cadeirinhas ou mosquetões que apresentem sinais de desgaste excessivo.
Confira os erros que você não deve cometer para não colocar a segurança do seu parceiro em risco e nem tomar um puxão de orelha do monitor!
Todos os itens abaixo são considerados falhas de segurança.
Falta de atenção com o escalador guia, conversar com terceiros durante a segurança.
Excesso de corda liberada para costurar e barriga de corda.
Dar segurança afastado da base da via.
Segurar o Grigri com a mão esquerda.
Segurar a trava do Grigri fora do período em que o guia está costurando.
Saltar costuras.
Iniciar a escalada sem a primeira costura clipada do chão.
O monitor notificará o escalador ao perceber qualquer falha na segurança, e caso aconteça uma segunda falha de segurança no mesmo dia, o escalador ficará suspenso durante uma semana da escalada guiada e terá que fazer um novo teste de segurança antes de voltar a guiar.
No caso de reincidência após este período o escalador ficará um mês suspenso e terá que passar por um curso gratuito de reciclagem para realizar um novo teste.
Esperamos a compreensão de todos para que possamos evitar acidentes e tornar nosso esporte cada vez mais seguro.
Visando um melhor atendimento e uma melhor elaboração dos treinamentos que montamos para nossos alunos, a partir de junho pediremos a realização de uma avaliação física para montarmos as fichas de treino.
Nossa equipe acresentou na avaliação física da Rokaz algumas novidades além dos itens normalmente observados nas avaliações de academias convencionais. O aluno também fará um teste que possue três níveis e avalia a evolução física de elementos importantes para a escalada.
O recomendado é refazer a avalição a cada 3 meses.
Abaixo você pode conferir uma entrevista com John Gill, o cara responsável pela introdução do magnésio na escalada, pelo inicio do boulder nos Estados Unidos e por alguns V10 a V12 na década de 70. Além de tudo isso John compartilha com a Rokaz a opinião de que o treinamento deve ser prioritariamente divertido para quem está fazendo...
You probably agree with the old saying that the best training for climbing is the climbing itself, don’t you? John Gill: Yes, I suspect it is.
Do you agree that focusing too much on training may be detrimental to your climbing, as training itself may then become your primary objective?
That may not be a bad thing. Look at the martial arts and the focus on katas. There's nothing dangerous about finding joy in physical exercise - in focus and concentration - even if it leads you astray.
Did you also train on the days when you climbed, or did you rock climb and train on different days? And how do you estimate the ratio between your climbing and training days throughout all phases of your career?
No, I trained on days I did not climb. When I was in the Air Force or living down south, and could not get out to the rock, training became very important. Otherwise, I would have quit climbing.
John Bachar studied kinesiology books, which gathered experience from different sports and tried to apply that experience to climbing. Did you do it, too? I mean, it’s obvious that you used your gymnastic experience in climbing. But were you interested in the theory of sport training in general? Not particularly.
Can you say now, after years, that you made some mistakes in your climbing training? If yes, which would you point out as the biggest one? I would say the things I did were appropriate for me. I did not want to be only a climber. I wanted to have the experience in doing some hard gymnastics, and I wanted to build up my physique. For the levels of difficulty in climbing these days, this approach would not be very effective if you want to be only a climber. Big muscles are not required. Good genetics is. Lightness is a blessing.
Are you still interested in the science of climbing training; do you read any books about it etc? Is it interesting for you how your ideas have evolved and whether current specialists agree with your ideas?
It's all become very scientific. I may have introduced the idea of specific training regimens to many American climbers, but others have refined training techniques to a remarkable degree. Since I no longer push myself in training – I merely try to keep from deteriorating too fast! – I don't have a strong interest in new training ideas.
Which of your strength tricks do you consider the most difficult to repeat for others?
The one-arm front lever, the one-finger pull-up, and the one-arm pull-up on a ½ ledge. Take your pick.
How long were you able to keep your one-arm front lever?
About 3 seconds. I quit doing it years ago.
When did you start feeling that you were losing your strength or gymnastic ability? Which is the first to go away with age? Well, it's not necessarily the fingers that go first. Watch out for your shoulders and back. I'm pretty banged up but fortunately I still can climb a bit! You lose when you don't keep practicing. This can start as early as your late 30s. If you don't want to lose it, keep doing it!
Have you noticed the changes in the climbing technique throughout the years? It seems that the biggest change occurred when artificial climbing walls became popular. When I look at your pictures, it seems that twisting was not popular in your time. It seems that you often climbed overhangs frontally, didn’t you?
Good point. I never thought of that! If I had been skinnier, maybe I would have done more twisting! As it was, turning sideways would have probably pushed me away from the rock. Twisting or high heel hooks, which I didn't use either, seemed a little too simian for my tastes! Remember, I had a peculiar agenda that did not focus entirely on getting up problems that others could not. What felt kinaesthetic was what I liked to do. Contorting into a yoga position on the rock just to get up didn't appeal to me.
Have you ever tried visualization techinques for your climbing or gymnastic training on a larger scale? I mean, have you visualized particular climbing sequences or gymnastic exercises to prepare mentally for the real performance? I did meditative exercises in the late 1950s and early 1960s. Initially I wanted to improve my abilities, but a greater benefit was an increased sense of pleasure at any level of difficulty.
“If you really want to achieve your maximum, you’re going to end up getting injured – tendenitis, stuff like that. As soon as you do it once, you heal yourself, then you’re going to know a little bit more where your limit is” – said John Bachar. Do you agree? Do you think you could have avoided your injuries or were they rather inevitable?
As an old man, I would have to advise caution when pushing oneself. Every injury you incur will come back to haunt you in later years.
Did you completely give up climbing and physical activity in the periods when you suffered from serious injuries? Or did you do some easy climbing or hiking etc.? Just some hiking. I got back into climbing slowly and cautiously.
Do you still do strength exercises, or do you rather concentrate on climbing now? If you still work out (which I suppose you do), which exercises do you do now?I still do some exercises in my garage gym. Climbing up inverted ladders, etc. I can still do a pure hanging, hand traverse across a 3meter,1.5 cm. ledge, so my grip is pretty good for an old codger.
To finish this part, could you give our readers some general advice on training?
Each of you is unique. Experiment and find what works best for you. Don't think that the one-size-fits-all approach of some books or gurus will necessarily be best for you. And have some fun training – make it a ritual and a game. Be sure to have frequent rest days, and don't overstress those small tendons. Gain your strength gradually and safely. Good Luck!
A idéia da minha trip para Colômbia era andar de bike de Bogota até Quito, atravessar uma das regiões mais lindas da América latina, do jeito mas agradável, natural e próximo ao ar puro e aos povos locais...
Mas, perto de Bogotá, existe um pico de escalada bem famoso, há uma hora de ónibus apenas. Difícil resistir... Fomos lá sem muita expectativa, pois a nós nao tinhamos nem corda, nem costuras, só as sapatilhas e cadeirinhas!
Suesca é o nome desse pico a 2600m de altitude e 60 km de Bogotá, com 400 vias esportivas e tradicionais:
Para chegar a parede são dez minutos de caminhada seguindo uma ferrovia, aproach original!
No domingo passado quando chegamos, o pico estava cheio de escaladores : adolescentes, crianças, familias, alunos de colégios...
Começamos a conversar com um grupo de escaladores que parecia simpático e depois de 15 minutos, eles foram embora... mas nos emprestaram todo o material que nos faltava! Acho que nem foi sorte, o povo colombiano é muito prestativo, gosta de mostrar aos estrangeiros que Colômbia não é so guerillas e cocaina...
E claro, decidimos ficar mais tempo que o previsto... Montamos a barraca na área de camping totalmente vazia na base da pedra, e ficamos mais 3 dias escalando quase sozinhos. Durante a semana, só o dono do camping escalou conosco um dia.
No terceiro dia fomos escalar em uma outra parede, mais isolada e linda, el Valle de los Halcones:
Em Suesca, a rocha é um arenito macio e cheio de buracos e regletes, uma delicia...
Hoje voltamos a Bogotá para preparar o resto da trip. Amanhã vamos começar a pedalar até Quito, serão duas ou três semanas de bike em matas nativas, plantações de café, altiplano, desertos, cordilleras... la aventura promete!
¡Hasta luego amigos!
Alexis.